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 24/07/2014 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 EUROPE 
EUROPE / Hugo Chávez dá lição de economia política à Europa
Date of publication at Tlaxcala: 23/05/2012
Original: Chávez's economics lesson for Europe
Translations available: Ελληνικά  Español  Italiano  Français 

Hugo Chávez dá lição de economia política à Europa

Richard Gott Ρίτσαρντ Γκοτ

Translated by  Coletivo de tradutores Vila Vudu

 

A rejeição por Hugo Chávez da política neoliberal que arrasta a Europa abaixo estabelece um exemplo esperançoso para Grécia e além

Há alguns anos, viajando no avião presidencial de Hugo Chávez da Venezuela com um colega francês de Le Monde Diplomatique, nos perguntaram o que, na nossa opinião, estava aconctecendo na Europa. Haveria espaço para algum movimento na direção da esquerda? Respondemos no tom depressivo e pessimista típico dos primeiros anos do século 21. Nem na Grã-Bretanha, nem na França, nem em lugar algum da eurozona, víamos qualquer chance de mudança significativa no campo político.

“Nesse caso”, disse o presidente Chávez com uma piscadela, “talvez possamos ajudá-los.” E relembrou o momento, em 1830, quando massas revolucionárias nas ruas de Paris sacudiam no ar bonés iguais ao de Simón Bolívar, em homenagem ao venezuelano e libertador da América Latina, que morreria no final daquele ano. A luta de Bolívar pela independência e liberdade, ao estilo latino-americano, era vista então como o caminho que a Europa devia seguir.

Naquele momento, senti-me entusiasmado, mas não persuadido, pelo otimismo de Chávez. Hoje, penso que o presidente estava certo.

Lembrei que Alexis Tsipras, líder do partido da esquerda grega radical, Syriza, visitou Caracas em 2007 e fez consultas sobre a possibilidade de, no futuro, a Grécia receber petróleo venezuelano a preços especiais, como Cuba e outros países do Caribe e América Central. Houve um momento, em que Ken Livingstone, trabalhista inglês, e Chávez, prepararam um acordo de petróleo entre Londres e Caracas que parecia promissor, até ser rejeitado por Boris Johnson.

Mais importante que poder oferecer petróleo barato, é a força do exemplo. Desde a virada do século, de fato desde antes, Chávez trabalha num projeto que rejeita a economia neoliberal que flagela a Europa e grande parte do mundo ocidental. Opôs-se sempre às receitas do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, e luta incansavelmente contra as políticas de privatização que corroeram o tecido econômico e social na América Latina e com as quais, hoje, a União Europeia ameaça destruir a economia grega. Chávez re-estatizou muitas indústrias, inclusive petróleo e gás, que haviam sido privatizadas nos anos 1990s.

As palavras e a inspiração de Chávez tiveram efeito muito além das fronteiras da Venezuela. Encorajaram a Argentina a não continuar pagando a dívida externa; a ‘dar calote’ nos credores, para reorganizar a economia nacional e, em seguida, a re-estatizar sua indústria do petróleo. Chávez ajudou Evo Morales da Bolivia a administrar a indústria nacional de petróleo e gás para benefício do país, não dos acionistas estrangeiros, e, mais recentemente, a por fim ao assalto, pela Espanha, contra os lucros da indústria de energia elétrica na Bolívia.

Mais que tudo isso, Chávez mostrou aos países latino-americanos que havia alternativa ao discurso dos neoliberais que, por décadas, foi o único que se ouviu nos continente, na fala de governantes eleitos por uma mídia-empresa comprometida ainda com a ideologia neoliberal, já ultrapassada.

Agora, é hora de a mensagem de Chávez ser ouvida ainda mais longe, também pelos eleitores na Europa.

Na América Latina, governos que seguiram essa via política alternativa e rejeitaram as políticas neoliberais, já foram eleitos e reeleitos [em alguns casos, mais de uma vez, como no Brasil da presidenta Dilma Roussef], o que mostra que o caminho inaugurado pela política de Hugo Chávez é efetivo e popular. Na Europa, governos ainda eleitos para repetir a cartilha neoliberal têm fracassado, todos eles, logo no primeiro turno das eleições – o que sugere que já não contam com apoio eleitoral.

Chávez e seus companheiros, na nova “Revolução Bolivariana”, clamam por um “socialismo do século 21”, não pelo retorno à economia ao estilo soviético nem pela continuação de alguma variante mundana, social-democrata, de capitalismo ‘adaptado’, mas – como disse o presidente do Equador, Rafael Correa –, pelo restabelecimento do planejamento nacional pelo estado, “para o desenvolvimento da maioria da população”.

A Grécia tem agora uma maravilhosa oportunidade para mudar a história da Europa, e outra vez tomar as ruas, erguendo seus bonés de Bolívar, como fizeram, daquela vez, em Paris, os carbonari italianos.

Lord Byron, que planejava fixar-se, para viver, na Venezuela de Bolívar, antes de embarcar para ajudar na guerra de independência da Grécia, batizou seu navio de “Bolívar”. O que se vê no mundo no século 21, com certeza o encheria de entusiasmo.





Courtesy of Coletivo de tradutores Vila Vudu
Source: http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2012/may/16/hugo-chavez-lessons-europe-greece
Publication date of original article: 16/05/2012
URL of this page: http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=7375

 

Tags: Hugo Chávez VenezuelaGrécia Bolívar Alexis Tsipras Evo Morales Bolívia Abya Yala América LatinaBolivarismoSocialismo do 21° século
 

 
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