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 23/09/2014 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 LAND OF PALESTINE 
LAND OF PALESTINE / Obama, o estado palestino e a esquizofrenia sionista
Date of publication at Tlaxcala: 20/09/2011
Original: Obama, the Palestinian State & Zionist Schizophrenia
Translations available: Deutsch  Español  Français  فارسی 

Obama, o estado palestino e a esquizofrenia sionista

Gilad Atzmon جيلاد أتزمون گيلاد آتزمون

 

Os que monitoram a imprensa israelense e conhecem o Estado judeu talvez sintam-se intrigados ao ver que, enquanto a imprensa em hebraico dá pouca, quase nenhuma atenção ao movimento dos palestinos para verem reconhecido o seu estado independente, os veículos que publicam em inglês, em Israel, estão cheios de notícias sobre a possibilidade de a Assembleia Geral da ONU manifestar-se a favor dos palestinos, na próxima semana.

Quem queira entender essa clara discrepância entre a imprensa judaica em hebraico e em inglês, deve saber que lidamos aqui com uma clara cisão na psiquê coletiva dos judeus.

É possível que alguns ainda se surpreendam ao descobrir que Israel e muitos israelenses realmente desejam que a iniciativa dos palestinos vá adiante e tenha sucesso. Querem um Estado Palestino, porque é a única solução que talvez salve o “estado só para judeus” de uma catástrofe demográfica.

Pesquisas recentes em Israel provam que a maioria dos israelenses mostram-se entusiasmados com a “Solução dos Dois Estados”. Os israelenses não só não se sentem ameaçados pela ideia de um Estado Palestino como, mais que isso, gostam da ideia, que resolverá a situação em que vivem, em quadro de normalidade ante a lei internacional. É preciso ter em mente também que o Partido Kadima, que venceu as duas últimas eleições em Israel, sempre foi a favor de um “desengajamento”, quer dizer, de haver completa separação entre ‘judeus’ [aspas no original] e palestinos, com retirada unilateral dos israelenses. Em outras palavras, a declaração de um estado palestino visa exatamente ao mesmo objetivo: tira dos israelenses qualquer responsabilidade sobre os territórios palestinos que Israel ocupou e destruiu.

É óbvio que alguns elementos em Israel opõem-se à iniciativa dos palestinos na ONU: creio que o ministro de Negócios Exteriores Avigdor Lieberman não anda muito feliz. Os que vivem em colônias exclusivas para judeus na Cisjordânia também não estão felizes, mas, sabe-se lá por quê, andam relativamente calmos nos últimos dias.

E, claro, o lobby judeu em todo o mundo opõe-se total e completamente ao reconhecimento, pela ONU, de um Estado Palestino: o lobby, agarrado, sempre, a uma imagem muito simplória de um Estado judeu expansionista, “do rio ao mar”. E nada sugere que, em futuro próximo, o lobby desista de seu sonho.

O que se vê aqui, na prática, é evidente crise de identidade, ou, mesmo, contrafluxo esquizofrênico: de um lado os sionistas israelenses; de outro, a os sionistas da diáspora. Os israelenses estão rapidamente voltando à atitude do velho gueto judeu, preferem encolher, manter-se juntos e cercar-se com altos e impenetráveis muros de concreto. E a narrativa da diáspora sionista é confrontacional, beligerante, militantemente linha-dura e expansionista. Querem tudo, com ou sem palestinos.

Mais uma vez, vê-se que Israel e o sionismo evoluíram para dois discursos opostos e separados. Enquanto Israel busca manter a identidade racialmente orientada, com políticas de segregação, o discurso da diáspora sionista ainda insiste em resolver a questão judaica mediante conflito sem fim.

Mas consideremos, por um momento, os EUA: tentemos entender como a expressão ‘única superpotência’ está lidando com o aparelho esquizofrênico judeucêntrico.

O presidente Obama e sua administração estão evidentemente muito confusos. Por um lado, estão sujeitos à incansável pressão que sobre eles faz o lobby judeu. O lobby não deixa muito espaço de manobra para o governo dos EUA. Mas, por outro lado, os dois governos, de Israel e dos EUA, percebem que, no que tenha a ver com Israel e sua ‘segurança’, a iniciativa dos palestinos na ONU não é ideia, afinal, tão má. De fato, é o máximo que Israel pode rezar para que aconteça.

É claro, hoje, que o presidente Obama não será salvo por qualquer dos chamados ‘melhores amigos dos EUA’. Para o AIPAC [American Israel Public Affairs Committee] e o Lobby Judeu, Obama é um instrumento. Hoje, o Lobby já está acostumado a ver os políticos dos EUA como fantoches subservientes. E Israel, por outro lado, tampouco salvará os EUA. Israel desconfia muito do governo Obama. Israel está basicamente farta do atual governo Obama. Israel gostará muito que Obama seja derrotado.

Consequentemente, o governo dos EUA anda célere rumo a uma humilhação inevitável na ONU. Será obrigado a vetar decisão aprovada por muito aliados dos EUA. É clara catástrofe para Obama. Mas há quem ainda possa salvar os EUA desse destino catastrófico: ninguém menos que o presidente palestino Mahmoud Abbas. Só Abbas e a Autoridade Palestina podem salvar os EUA da forca.

Examinem-se as coisas por seja qual lado for, tudo é muito embaraçoso. Significa que o presidente Abbas (figura relativamente fraca na política palestina e na diplomacia internacional) é a única figura em todo o mundo que pode salvar ‘a única superpotência’ de nosso mundo de um fracasso diplomático. 

Ainda não sei dizer se tudo isso é triste ou cômico – mas não há dúvida de que a situação é volátil. A hora é agora, sem dúvida alguma, para que EUA, Grã-Bretanha e o Ocidente encontrem a coragem necessária para resistir ao lobby sionista e ao poder de Jerusalém.

 

 





Courtesy of Tlaxcala
Source: http://www.gilad.co.uk/writings/gilad-atzmon-obama-the-palestinian-state-zionist-schizophren.html
Publication date of original article: 16/09/2011
URL of this page: http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=5820

 

Tags: PalestineIsraelEstado 194ONUSionismoSolução Dois EstadosEUAObamaAbbasAvigdor LiebermanLobby sionistaAIPACesquizofrenia
 

 
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