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 06/07/2020 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 USA & CANADA 
USA & CANADA / Homem negro é preso injustamente nos EUA por causa de reconhecimento facial defeituoso
Date of publication at Tlaxcala: 27/06/2020
Original: Wrongfully accused by an algorithm
Translations available: Français 

Homem negro é preso injustamente nos EUA por causa de reconhecimento facial defeituoso

Kashmir Hill

Translated by  Renato Prelorentzou

 

No que pode ser o primeiro caso conhecido desse tipo, uma falha no reconhecimento facial levou à prisão de um homem de Michigan por um crime que não cometeu



"Este não sou eu", disse Robert Julian-Borchak Williams aos investigadores. "Você acha que todos os homens negros são parecidos?" Foto Sylvia Jarrus pelo New York Times

Numa tarde de quinta-feira, em janeiro deste ano, Robert Julian-Borchak Williams estava em sua sala na empresa de suprimentos automotivos onde trabalha quando recebeu uma ligação do Departamento de Polícia de Detroit pedindo que ele comparecesse à delegacia para ser preso. Ele achou que era brincadeira.

Uma hora depois, quando ele parava o carro na garagem de casa, no bairro tranquilo de Farmington Hills, Michigan, uma viatura da polícia parou atrás dele, fechando sua saída. Dois policiais saíram e algemaram Williams no gramado, na frente da esposa e das duas filhas, que ficaram perplexas. A polícia não disse por que ele estava sendo preso, apenas mostrou um pedaço de papel com sua foto e as palavras “sentença judicial” e “furto”.

Sua esposa, Melissa Williams, perguntou para onde o estavam levando. “Pesquise no Google”, ela se lembra de o policial ter respondido.

A polícia levou Robert Williams a um centro de detenção. Tiraram sua foto, registraram suas impressões digitais e pegaram amostras de seu DNA. Ele passou a noite na cadeia. Por volta do meio-dia de sexta-feira, dois investigadores o levaram a uma sala de interrogatório e colocaram três folhas de papel sobre a mesa, com a face para baixo.

“Quando foi a última vez que você foi a uma loja da Shinola?”, um dos investigadores perguntou, segundo a lembrança de Williams. Shinola é uma boutique de luxo que vende relógios, bicicletas e artigos de couro no moderno bairro de Midtown, em Detroit. Williams disse que ele e sua esposa deram uma passada quando a loja foi inaugurada, em 2014.

O detetive virou a primeira folha de papel. Era a imagem pausada do vídeo de uma câmera de vigilância, mostrando um homem corpulento, vestido de preto e com um boné vermelho do St. Louis Cardinals, em pé diante de uma vitrine de relógios. Cinco relógios, no valor de US$ 3,8 mil, foram furtados.

“É você?”, perguntou o detetive.

A segunda folha de papel era um close no rosto do homem. A foto estava embaçada, mas claramente não era Williams. Ele pegou a imagem e a analisou de perto.

“Não, não sou eu”, disse Williams. “Você acha que todos os negros têm a mesma cara?”.

Williams sabia muito bem que não havia cometido o crime em questão. O que ele não tinha como saber, sentado ali na sala de interrogatório, é que seu caso pode ser o primeiro relato conhecido de um americano preso indevidamente com base no equívoco de um algoritmo de reconhecimento facial, de acordo com especialistas em tecnologia e leis.

Um sistema defeituoso

Está ocorrendo um debate nacional sobre o racismo na aplicação da lei. Em todo o país, milhões de pessoas protestam não apenas contra as ações de policiais isolados, mas também contra preconceitos nos sistemas empregados para vigiar as comunidades e identificar os suspeitos.

Os sistemas de reconhecimento facial são utilizados pelas forças policiais há mais de duas décadas. Estudos recentes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) revelaram que, embora a tecnologia funcione relativamente bem com os brancos, os resultados são menos precisos para outros grupos demográficos, por causa, pelo menos em parte, da falta de diversidade nas imagens usadas para desenvolver os bancos de dados.

No ano passado, durante uma audiência pública sobre o uso do reconhecimento facial em Detroit, um chefe de polícia foi um dos que manifestaram preocupações. “A questão dos falsos positivos é absolutamente factual e está bem documentada”, disse James White. “Então isso me preocupa como homem afro-americano”.

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Courtesy of Estadão
Source: https://www.nytimes.com/2020/06/24/technology/facial-recognition-arrest.html
Publication date of original article: 24/06/2020
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=29217

 

Tags: reconhecimento facial EUA
 

 
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