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 04/06/2020 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
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 EUROPE 
EUROPE / Manobras estratégicas por trás da crise do Coronavírus
Date of publication at Tlaxcala: 07/04/2020
Original: Manovre strategiche dietro la crisi del coronavirus
Translations available: Deutsch  Français  Español  Türkçe  English 

A Arte da guerra
Manobras estratégicas por trás da crise do Coronavírus

Manlio Dinucci Μάνλιο Ντινούτσι مانلیو دینوچی مانليو دينوتشي

Translated by  Maria Luísa de Vasconcellos

 

 À medida que a crise do Coronavírus paralisa sociedades inteiras, forças poderosas movem-se para tirar a máxima vantagem da situação.

Pfohlmann

Em 27 de Março, a NATO sob comando dos USA, expandiu-se de 29 para 30 membros, incorporando a Macedónia do Norte.

No dia seguinte - enquanto o exercício dos USA “Defender Europe 2020” prosseguia, com menos soldados, mas com mais bombardeiros nucleares - iniciou na Escócia, o exercício aeronaval NATO Joint Warrior com forças dos USA, britânicas, alemãs e outras, que durará até 10 de Abril, também com operações terrestres.

Entretanto, os países europeus da NATO são advertidos por Washington de que, apesar das perdas económicas provocadas pelo Coronavírus, devem continuar a aumentar os seus orçamentos militares para “manter a capacidade de se defender”, obviamente, da “agressão russa”.

Na conferência de Munique, em 15 de Fevereiro, o Secretário de Estado, Mike Pompeo, anunciou que os EUA solicitaram aos aliados para reservar outros 400 biliões de dólares para aumentar as despesas militares da NATO, que já ultrapassam bem mais de 1 trilião de dólares, anualmente.

A Itália deve, portanto, aumentar as suas despesas militares, que já subiram para mais de 26 biliões de euros por ano, ou mais do que o que o Parlamento autorizou destinar, precisamente, para a emergência Coronavírus (25 biliões). Assim, a NATO ganha terreno numa Europa largamente paralisada pelo vírus, onde os USA, hoje mais do que nunca, podem fazer o que querem.

Na conferência de Munique, Mike Pompeo, atacou violentamente não só a Rússia, mas também a China, acusando-a de usar a Huawei e outras empresas como “cavalo de Tróia dos serviços secretos”, ou seja, como ferramentas de espionagem. Deste modo, os EUA aumentam a sua pressão sobre os países europeus para que também quebrem os acordos económicos com a Rússia e com a China e fortaleçam as sanções contra a Rússia.

O que é que a Itália deveria fazer, se tivesse um governo que quisesse defender os nossos verdadeiros interesses nacionais?

Antes de tudo, deveria recusar-se a aumentar a nossa despesa militar, avolumada artificialmente com a fake news da “agressão russa”, e submetê-la a uma revisão radical para reduzir o desperdício de dinheiro público em sistemas de armas como o caça americano F-35.

Deveria suspender imediatamente as sanções contra a Rússia, desenvolvendo o intercâmbio ao máximo.

Deveria aderir ao pedido - apresentado em 26 de Março à ONU, pela China, Rússia, Irão, Síria, Venezuela, Nicarágua, Cuba e Coreia do Norte - que as Nações Unidas pressionem Washington para abolir todas as sanções, particularmente prejudiciais no momento em que os países que sofrem com elas, estão afectados pelo coronavírus.

Da abolição das sanções ao Irão também resultariam vantagens económicas para a Itália, cuja troca com este país foi praticamente bloqueada pelas sanções dos USA. Estas e outras medidas dariam oxigénio, sobretudo, às pequenas e médias empresas sufocadas pelo encerramento forçado, disponibilizariam fundos para a emergência, especialmente, a favor das camadas mais desfavorecidas, sem, por isso, se endividarem.

O maior risco é sair da crise com o nó corrediço no pescoço provocado por uma dívida externa, que poderia reduzir a Itália às condições da Grécia.

Mais poderosas do que as forças militares, aquelas que mantêm as alavancas das tomadas de decisão, mesmo no complexo industrial-militar, são as forças da grande finança internacional, que estão a usar a crise do Coronavírus para uma ofensiva global, com as armas de especulação mais sofisticadas. São elas que podem arruinar milhões de pequenos poupadores e que podem usar a dívida para se apoderarem de sectores económicos inteiros.

Decisivo nesta situação, é o exercício da soberania nacional, não a da retórica política, mas a que está consagrada na nossa Constituição, a verdadeira soberania que pertence ao povo.
 

 





Courtesy of NO WAR NO NATO
Source: https://ilmanifesto.it/manovre-strategiche-dietro-la-crisi-del-coronavirus/
Publication date of original article: 31/03/2020
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=28568

 

Tags: NATOCrise do coronavírusImperialismo EUAUEropa
 

 
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