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 19/09/2019 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 UNIVERSAL ISSUES 
UNIVERSAL ISSUES / Operação “Desligamento”
Date of publication at Tlaxcala: 03/09/2019
Original: Operation "Detachment".

Operação “Desligamento”

Andrei Martyanov Андрей Мартьянов

Translated by  Coletivo de tradutores Vila Mandinga

 

A ‘operação’ “Desligamento” é tentativa mal mascarada para atrair a Rússia para dentro do “nicho” ocidental, convertendo-a assim em perfeita inutilidade e “desligando-a” da China. Sorte que, se alguém desejasse que a operação falhasse, não encontraria melhor candidato a operador das manivelas que Emmanuel Macron, perfeitamente apetrechado para a ‘missão’.
Num momento de sinceridade – afinal, sempre é possível – Macron, Huntingtoniano neoengomadinho, argumentou [news.yahoo.com] que:

PARIS (AP) — O presidente da França Emmanuel Macron disse que é hora de a Europa estender a mão à Rússia – para mantê-la no nicho ocidental e evitar que [a Europa] seja apanhada no centro de uma nova Guerra Fria. Macron não disse claramente se quer levantar as sanções que a União Europeia (UE) impôs à Rússia por conta da anexação (sic) da Crimeia, e coração das tensões Oriente-Ocidente nos últimos cinco anos. Mas disse que novas sanções “não atendem a interesses nossos”. Em discurso de amplo efeito diplomático na 3ª-feira, depois de ter hospedado a reunião de cúpula do G-7, Macron esboçou um papel a ser desempenhando pela França como “poder moderador” — entre Rússia e seus rivais, entre EUA e Irã, entre países ricos e países pobres. “Afastar Rússia e Europa é profundo erro estratégico”, disse Macron. As “fraquezas e erros” da Europa ajudaram a Rússia a reforçar sua aliança com a China e a reviver a influência russa na Síria, Líbia e pela África.


Nisso, Macron erra. OK, nisso e noutros pontos, OK. Mas para começar, “afastar Rússia e Europa” não foi “erro estratégico”: esse foi o plano principal e o principal objetivo de Washington então comandada por Obama, e hoje implementados pelo governo Trump. Mais que isso: empurrar a Rússia ‘para fora’ [do ‘ocidente’] não é o único objetivo; trata-se, por implicação, de também separar Rússia e Europa.

No formato que tem hoje, a Europa não tem qualquer interesse para a Rússia, em nenhum sentido metafísico, seja qual for. Só tem interesse puramente econômico como mercado, mas a maioria dos russos já nem nisso pensa muito, porque o tal “desligamento” foi em boa parte bem-sucedido.

Mas a Europa, entrementes, não passa de bode expiatório para os EUA, os quais, num esforço desesperado tentando salvar-se, demolirão economicamente a Europa, porque as elites europeias não passam de paródia patética do que se supõe que seria alguma indispensável liderança política; e alguns dos líderes europeus são rematados imbecis, para nem falar dos muitos, dentre eles, que são produtos efetivos de seleção feita pelos EUA. Assim sendo, não, obrigado. A Europa que lide com os EUA, ou vice-versa. Deixem a Rússia longe disso.

Assim sendo, outra questão se impõe – o que é a França? O que haveria de tão ‘especial’ na França, para que Macron a declare “poder moderador”?!

A França é nada. É incapaz de moderar seja o que for. Como praticamente todas as nações europeias, a França é governada pela escória globalista, da qual Macron é Prova n.1. Assim sendo, não tem credenciais para operar no mundo sério das realidades geopolíticas, econômicas, militares e culturais.

Feitas as contas, a Europa é saco de pancadas que os EUA espancam, e assim continuará até ser totalmente estraçalhada pelos EUA, que então se apropriarão completamente dos despojos. Não acho que haja alguém na Rússia, exceto uns poucos liberais urbanos e ONGs mamadoras do dinheiro ocidental, que se interessem por permanecer no “nicho” ocidental, ou nessa Europa pós-moderna hoje capada multi(des)cultural cheia de ‘gêneros’ e sem paixão. Como ensina o provérbio russo (na história da sogra que ressuscitou) –, se morreu, ela que descanse em paz...

Os termos da rendição são o único objeto possível de negociações interessantes em sentido geopolítico entre Rússia e o ocidente. A menos que queira discutir a rendição, o ocidente que se foda. A Rússia não precisa de intermediários “moderadores”.

Pelas minhas mais recentes pesquisas, o Ministério de Relações Exteriores de Sergei Lavrov é uma das melhores instituições diplomáticas da história. O negócio está feito. Europa que se vá e pode levar com ela o ocidente. Que tratem de se preparar para a sorte que os espera. E deixem o mundo avançar. Especialmente a Rússia, que já salvou a Europa em alguns momentos nos séculos 19-20. SOBRETUDO, Macron, por favor! A maioria dos franceses sequer veem a Rússia como país europeu!* Melhor. Que assim seja.

NTs

* 21/2/2018, “Curiosa Pesquisa”Sputnik, subsidiária da Ria, divulgou recentemente resultados de uma interessante pesquisa (ru., aqui traduzidos). Cidadãos de França, GB, Alemanha e Polônia (nessa sequência, no gráfico abaixo) responderam pergunta simples: se a Rússia é país europeu. Nas respostas, arco branco, é “Sim”; arco laranja é “Não”; o restante é “Não Sei”.

 






Courtesy of Tlaxcala
Source: http://smoothiex12.blogspot.com/2019/08/operation-detachment.html
Publication date of original article: 27/08/2019
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=26907

 

Tags: Desacoplamento Rússia-ChinaFrança-EUAGuerra Fria 2.0Macron
 

 
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