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 19/02/2019 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 ABYA YALA 
ABYA YALA / A invenção de Juan Guaidó: como o laboratório de mudança de regime dos EUA criou o líder do golpe na Venezuela
Date of publication at Tlaxcala: 06/02/2019
Original: The making of Juan Guaidó: How the US regime change laboratory created Venezuela’s coup leader
Translations available: Français  Español  Deutsch 

A invenção de Juan Guaidó: como o laboratório de mudança de regime dos EUA criou o líder do golpe na Venezuela

Max Blumenthal
Dan Cohen دان كوهين דן כהן


Translated by  Aline Marcelino

 

Juan Guaidó é o produto de um projeto de uma década supervisionado pelos instrutores de mudança de regime de elite de Washington; enquanto posava como um defensor da democracia, ele passou anos na vanguarda de uma violenta campanha de desestabilização

http://tlaxcala-int.org/upload/graphistes/g_3346.jpg

Antes do fatídico dia 22 de janeiro, menos de um em cada cinco venezuelanos ouvira falar de Juan Guaidó. Há apenas alguns meses, o homem de 35 anos era um personagem obscuro em um grupo politicamente marginal de extrema-direita intimamente associado a atos horrendos de violência nas ruas. Mesmo em seu próprio partido, Guaidó tinha sido uma figura de nível médio na Assembleia Nacional dominada pela oposição, que agora é mantida sob desacato de acordo com a Constituição da Venezuela.

Mas depois de um único telefonema do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, Guaidó se autoproclamou presidente da Venezuela. Escolhido como o líder de seu país por Washington, um político aproveitador anteriormente desconhecido foi colocado no palco internacional como o líder, selecionado pelos Estados Unidos, da nação com as maiores reservas de petróleo do mundo.

Repetindo o consenso de Washington, o editorial do New York Times saudou Guaidó como um “rival possível” para Maduro com um “estilo inovador e visão de levar o país adiante”. O conselho editorial da Bloomberg News o aplaudiu por buscar “restauração da democracia” e o Wall Street Journal declarou-o "um novo líder democrático". Enquanto isso, o Canadá, vários países europeus, Israel e o bloco de governos latino-americanos de direita conhecido como Grupo Lima reconheceram Guaidó como o líder legítimo da Venezuela.

Enquanto Guaidó parecia ter se materializado do nada, ele era, na verdade, produto de mais de uma década de preparação assídua pelas fábricas de mudança de regime do governo dos EUA. Juntamente com um grupo de ativistas estudantis de direita, Guaidó foi cultivado para minar o governo de orientação socialista da Venezuela, desestabilizar o país e um dia tomar o poder. Embora ele tenha sido uma figura menor na política venezuelana, ele passou anos demonstrando calmamente seu valor nos salões do poder de Washington.

"Juan Guaidó é um personagem que foi criado para essa circunstância", disse Marco Teruggi, um sociólogo argentino e principal analista da política venezuelana, ao The Grayzone. "É a lógica de um laboratório - Guaidó é como uma mistura de vários elementos que criam um personagem que, com toda a honestidade, oscila entre risível e preocupante".

Diego Sequera, um jornalista venezuelano e escritor do veículo investigativo Misión Verdad, concordou: “Guaidó é mais popular fora da Venezuela do que dentro, especialmente nos círculos de elite da Ivy League e Washington”, comentou Sequera ao The Grayzone. “Ele é um personagem conhecido , é previsivelmente de direita e é considerado leal ao programa”.

Enquanto Guaidó é vendido hoje como o rosto da restauração democrática, ele passou sua carreira na facção mais violenta do partido de oposição mais radical da Venezuela, posicionando-se na vanguarda de uma campanha de desestabilização após a outra. Seu partido foi amplamente desacreditado dentro da Venezuela e é parcialmente responsável por fragmentar uma oposição muito enfraquecida.

"Esses líderes radicais não têm mais do que 20% nas pesquisas de opinião", escreveu Luis Vicente León, principal pesquisador de intenções de voto da Venezuela. Segundo León, o partido de Guaidó continua isolado porque a maioria da população “não quer guerra. "O que eles querem é uma solução."

Mas é precisamente por isso que Guaidó foi escolhido por Washington: não é esperado que ele conduza a Venezuela à democracia, mas leve ao colapso um país que, nas últimas duas décadas, tem sido um baluarte da resistência à hegemonia dos EUA. Sua ascensão improvável sinaliza o auge de um projeto de duas décadas para destruir um robusto experimento socialista.

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Courtesy of Opera Mundi
Source: https://grayzoneproject.com/2019/01/29/the-making-of-juan-guaido-how-the-us-regime-change-laboratory-created-venezuelas-coup-leader/
Publication date of original article: 29/01/2019
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=25282

 

Tags: ContrarrevoluçãoGuaidóMudança de regímenImperialismo EUAVenezuelaAbya Yala
 

 
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