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 22/01/2017 Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity Tlaxcala's Manifesto  
English  
 USA & CANADA 
USA & CANADA / Quando o público se torna privado, como Trump quer: O que acontece?
Date of publication at Tlaxcala: 06/01/2017
Original: When Public Goes Private, as Trump Wants: What Happens?

Quando o público se torna privado, como Trump quer: O que acontece?

Diane Ravitch

Translated by  Choldraboldra

 

Education and the Commercial Mindset
por Samuel E. Abrams
Harvard University Press, 417 pp., $39.95

School Choice: The End of Public Education?
por Mercedes K. Schneider
Teachers College Press, 204 pp., $35.95 (impresso)

O New York Times publicou recentemente uma série de artigos sobre os perigos da privatização de serviços públicos, o primeiro dos quais foi chamado "Quando você liga 911 e Wall Street atende". Ao longo dos anos, o New York Times publicou outras reportagens sobre serviços privatizados, como hospitais, cuidados de saúde, prisões, ambulâncias e pré-escolas para crianças com deficiência. Em algumas cidades e estados, mesmo as bibliotecas e a água foram privatizadas. Nenhum serviço público está imune a aquisições por corporações que dizem que podem fornecer qualidade comparável ou melhor a um custo menor. O New York Times disse que, desde a crise financeira de 2008, as empresas de private equity "têm cada vez mais assumido uma ampla gama de serviços cívicos e financeiros que são centrais para a vida americana".

Privatização significa que um serviço público é assumido por uma empresa com fins lucrativos, cujo objetivo mais elevado é o lucro. Os investidores esperam um lucro quando uma empresa se move para um novo empreendimento. A nova corporação que opera o hospital ou a prisão ou o corpo de bombeiros reduz custos por todos os meios para aumentar os lucros. Quando possível elimina os sindicatos, eleva os preços para os consumidores (chega até mesmo a cobrar os proprietários por apagar incêndios), corta os benefícios dos trabalhadores, expande o horário de trabalho e demite funcionários veteranos que ganham mais. As conseqüências podem ser perigosas para os cidadãos comuns. Médicos em hospitais privatizados podem realizar cirurgias desnecessárias para aumentar as receitas ou evitar tratar pacientes cujos cuidados podem ser muito caros.

O Federal Bureau of Prisons concluiu recentemente que as prisões privatizadas não eram tão seguras quanto as administradas pela própria agência e eram menos propensas a fornecer programas eficazes de educação e treinamento para reduzir a reincidência. Conseqüentemente, o governo federal começou a eliminar gradualmente prisões administradas privadamente, que detêm cerca de 15 por cento dos prisioneiros federais. Essa decisão foi baseada em uma investigação feita pelo inspetor geral do Departamento de Justiça, que citou uma revolta de maio de 2012 em um centro de correções do Mississippi, no qual uma dezena de pessoas ficaram feridas e um oficial correcional foi morto. Duzentos e cinquenta internos participaram do motim para protestar contra a má qualidade dos alimentos e dos cuidados médicos. Desde a eleição, o preço das ações de prisões com fins lucrativos tem disparado.

Há um debate em curso sobre se a Veterans Administration deve privatizar os cuidados de saúde para veteranos militares. Os republicanos propuseram a privatização da Previdência Social e do Medicare. O presidente George W. Bush costumava apontar para o Chile como uma nação modelo que tinha privatizado com êxito a Segurança Social, mas o New York Times informou recentemente que a privatização das aposentadorias no Chile foi um desastre, deixando muitas pessoas mais velhas empobrecidas.

Nos últimos quinze anos, as escolas públicas da nação têm sido um alvo primário para a privatização. Sem o conhecimento do público, aqueles que pretendem privatizar as escolas públicas se chamam de "reformadores" para disfarçar seu objetivo. Quem poderia se opor à "reforma"? Hoje em dia, aqueles que se autodenominam "reformadores da educação" provavelmente serão gestores de fundos de hedge, empresários e bilionários, e não educadores. O movimento pela "reforma" proclama em voz alta o fracasso da educação pública americana e busca entregar o dinheiro público a empresários, cadeias corporativas, operações familiares, organizações religiosas e quase qualquer outra pessoa que queira abrir uma escola.

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Courtesy of Choldraboldra
Source: https://www.nybooks.com/articles/2016/12/08/when-public-goes-private-as-trump-wants-what-happens/
Publication date of original article: 08/12/2016
URL of this page : http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=19622

 

Tags: Privatizações sistema escolar públicoTrumpNeoliberalismoEUA
 

 
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